segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Figurino | "A Garota Dinamarquesa"

por Poly Gouvêa

Com data de lançamento marcada para o dia 27 de Novembro, nos Estados Unidos, o longa "A Garota Dinamarquesa" promete ser um marco na carreira do diretor Tom Hooper. Sucesso na última edição do Festival de Cinema de Veneza, a história traz a questão do transexualismo nos anos 1920 como temática principal, baseado-se em fatos reais da vida do artista Einar Wegener/ Lili Elbe interpretada pelo o vencedor do Oscar, Eddie Redmayne.

O ator por si só, já possui um rosto extremamente expressivo para a construção desse personagem, apresentando uma quantidade certa de delicadeza dos traços complementada por uma maquiagem muito bem realizada. O figurino em si traça essa jornada, mostrando a fase inicial do personagem, com seus ternos em materiais mais pesados, porém de cortes impecáveis, trazendo todos os elementos para caracterizar o homem da época (camisa, colete, blazer, lenço ou grava como complemento). 

Nos momentos seguintes, os vestidos utilizados por Lily apresentam certo recato e inocência, com decotes arredondados e tonalidades empalidecidas. É importante destacar ainda, elementos característicos do período, como o brilho discreto, os comprimentos mídi, cortes retos e materiais como o veludo, a lã e a seda, presentes em diversas peças.

Assinado pelo espanhol Paco Delgado (Lés Miserables, A pele em que hábito), o figurino promete ser um deleite para os aficionados em moda e cinema.




quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Crítica | Missão Impossível - Nação Secreta

por Victor Hugo Furtado

A franquia Missão Impossível chama atenção logo de cara, quando percebemos que excetuando o segundo filme, de 2000, se mantém ao longo desses quase 20 anos, em plena forma e muito linear.

Dessa vez, Ethan Hunt (Tom Cruise) descobre que o famoso Sindicato (organização secreta internacional) é real, e está tentando destruir o IMF. Mas como combater uma nação secreta, tão treinada e equipada quanto eles mesmos? O agente especial tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo de pessoas não muito confiáveis.

Pra começo de conversa nem parece que Tom Cruise tem 53 anos, ainda tem cara de recém ter chegado na casa dos 40. Assusta ainda mais quando descobrimos que a primeira cena é feita por ele mesmo, aquela que tinha tudo para ser o ápice do filme (em muitos outros filmes menos credenciados, seria), onde ele se segura em um avião decolando. A partir da primeira cena, onde tamanha é a realidade e identidade visual, o filme se obriga fazer algo maior. E consegue.

Com muita segurança, o diretor Christopher McQuarrie dá o tom da trama e ousa em certos momentos nas reviravoltas do filme. McQuarrie faz seu trabalho e sem dúvida, diverte do início ao fim, e isso é muito importante.

Simon Pegg é o alívio cômico, que desempenha com maestria e não é de hoje, mas curiosamente, Tom Cruise aceita as piadas e ao aceitar, recompõe e contribui. Rebecca Ferguson é o tom dramático, imprevisível e toma conta da dramatização do filme. Muito talento pra uma escandinava só.

Apesar de humor e a aventura fazerem parte da maioria do filme, as cenas de luta e combate em geral, são todas de alta qualidade técnica e visual. Talvez as melhores da franquia.

Missão Impossível é um ótimo filme, um tanto longo mas o tempo passa desapercebido. Vale a pena conferir Tom Cruise em mais uma de suas apresentações performáticas no papel de Ethan Hunt.